Outubro Rosa terá palestras e engajamento de servidores em Marília

Iniciativa é promovida pelo Programa de Saúde da Mulher, que funciona como interface para serviços e políticas públicas de saúde
A PMM, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, e em parceria com a Associação Feminina e Maternidade Gota de Leite de Marília, promoveu nesta segunda-feira, dia 30, a palestra “Mês Rosa – Saúde da Mulher”, na sede da Secretaria. Atividade reuniu cerca de 200 pessoas, que atuam como multiplicadores de informação.
 
Abertura do encontro foi feita pela presidente da entidade, Virgínia Pradella Balloni, que no ato representou o secretário municipal da Saúde, Ricardo Sevilha Mustafá. 
 
Palestra foi realizada pelo mastologista Carlos Giandon, coordenador médico do Ambulatório de Saúde Mamária da Prefeitura de Marília, em funcionamento na UBS – Unidade Básica de Saúde Alto Cafezal.
 
Participaram também os voluntários do grupo Amigos do Com (Centro de Oncologia de Marília), membros do Comus (Conselho Municipal da Saúde) e colaboradores do Fundo Social de Solidariedade, parceira na campanha Outubro Rosa.
 
Público presente, em sua maioria, é formado por servidores da Secretaria Municipal da Saúde e trabalhadores contratados por meio do convênio entre o município e a Maternidade para atuar na Estratégia Saúde da Família.
 
“Nós cuidamos das pessoas, fazemos o atendimento, o acolhimento, oferecemos as instruções e ajudamos no tratamento dos usuários. A campanha Outubro Rosa é destinada a isso, não apenas à saúde curativa, mas também preventiva”, declarou Virgínia Balloni.
 
Ela mencionou ainda a saúde daquele que cuida. “A maioria de nós que estamos na Saúde, somos mulheres, então é preciso pensar em nossa saúde também. Vamos nos cuidar para estarmos 100% e assim, ajudar as pessoas”, disse a presidente da Gota.
 
Voluntário do grupo Amigos do Com e marido de ex-paciente, Silas Ruiz Paino, falou sobre a história da associação, que nasceu da necessidade de mais informação sobre o câncer de mama e mobilização social, visando alertar a sociedade para a doença.
 
“Aconteceu com a minha esposa. Não tínhamos informação. O médico disse que era câncer e que ia começar o tratamento, mas não sabíamos todos os desafios de enfrentar a doença. Então, o grupo tem esse papel. É acolher, orientar, compartilhar experiências”, disse o voluntário.
 
O médico mastologista, em sua apresentação, falou sobre a luta mundial, a relevância da mobilização social para o diagnóstico precoce e exibiu dados sobre a doença em âmbito nacional e no município. 
 
“A campanha nasceu mundialmente através da Fundação Susan G. Komen for the Cure, que distribuiu o laço rosa (símbolo internacional) aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990. Em Marília, começou em 2007, através da parceria entre o Instituto Avon, Santa Casa de Marília e Secretaria Municipal da Saúde, que estruturou o ambulatório especializado no Alto Cafezal”, contextualizou o médico.
 
EM MARÍLIA
 
Segundo dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer), apresentados pelo médico, em 2018 o país teve cerca de 59.700 novos casos da doença. O número médio de mortes varie entre 16 e 17 mil por ano.
 
Em Marília, a média é de 70 novos casos por ano, sendo que em 2017 a cidade registrou 26 mortes por câncer de mama. Em 2018, foram 24 óbitos. A faixa etária média das pacientes varia entre 45 e 55 anos e pelo menos 80% dos casos são descobertos pelas próprias pacientes.
 
PREVENÇÃO
 
Em Marília, todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e unidades do programa ESF (Estratégia Saúde da Família) são porta de entrada para o atendimento à mulher, para acesso à rede que oferecer prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama. 
 
Um dos elos dessa corrente é o Ambulatório de Patologias Mamárias, que funciona no bairro Alto Cafezal. Carlos Giandon explica como funciona o atendimento.
 
“O câncer de mama, quando detectado na fase inicial (tumores de até dois centímetros e com menos de dois anos) tem probabilidades de cura acima de 75%. Em alguns casos, a chance de sucesso no tratamento chega a 90%. O dado é positivo, mas nem sempre esse diagnóstico precoce acontece”, disse.
 
O ambulatório, equipado com aparelho de ultrassom e estrutura para biópsia, é considerado atendimento secundário. Já a rede básica é classificada como primária. É onde as mulheres são atendidas diariamente, com queixas ou não, que podem indicar a suspeita da doença.
 
A estrutura funciona desde 2007. Durante esse período, o ambulatório já realizou cerca de 10 mil atendimentos, milhares de exames de ultrassonografia e biópsias. É dessa unidade que os pacientes, em caso positivo para a doença, são encaminhados para tratamento nos hospitais de referência.

Foto ilustrativa
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