Marília adota novo inseticida para combater avanço do mosquito Aedes

O Ministério da Saúde e Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) escolheram Marília como um dos municípios responsáveis para sediar um novo experimento contra o mosquito Aedes aegypti.
Nomeado como Cielo, o inseticida é produzido pela empresa norte-americana Clarke e a grande diferença é que o produto pode ser utilizado sem misturar com água. 
 
Uma das grandes expectativas é que a nova composição seja mais eficiente, pois existem pesquisas que apontam que o mosquito já está resistente ao antigo produto, o inseticida chamado Komvektor 440 EW, produzido pela empresa alemã Bayer,
 
O último balanço divulgado pela Prefeitura de Marília apontou que as equipes de saúde já relataram 99 suspeitas de dengue desde o início de 2020.  Outro dado importante é que cerca de 80% dos criadouros do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, estão dentro das casas e precisam ser eliminados pelos próprios moradores.
 
O novo inseticida será aplicado em áreas externas e internas pelas equipes de saúde em diferentes regiões da cidade. Os testes serão realizados através de aparelhos costais e por veículos, conhecido como Fumacê.
 
Ações
Além de orientar os agentes para intensificação das visitas e realinhar a atuação da empresa contratada para as ações de bloqueio (Bump), a Prefeitura de Marília também está investindo em capacitação e revisa seu plano, conforme o cenário.
 
Na próxima terça feira (21) a reunião periódica de Vigilância em Saúde será ampliada, com outros setores da Pasta, para redefinir detalhes do Plano de Contingenciamento. O objetivo é que, em caso de emergência, o tempo entre o start e a execução seja o menor possível.
 
Já na próxima quinta-feira (23), acontece na Secretaria da Saúde uma capacitação para 23 médicos e enfermeiras contratadas recentemente. As instruções serão ministradas pela médica infectologista Camila Aparecida Ribeiro, do Serviço de Atendimento Especializado (SAE).
 
Nos dias 05 e 06 de fevereiro haverá reunião técnica com todos os médicos e enfermeiros da rede de atenção primária e Vigilância Epidemiológica, para discussão sobre “Manejo de Dengue”.
 
A medida visa alinhar processos, para notificação dos casos suspeitos e assistência adequada aos pacientes que procurarem as unidades de saúde com sintomas.
 
SINTOMAS
 
Os principais sintomas da dengue são febre alta (acima de 38.5ºC), dores musculares intensas, dor ao movimentar os olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo.
 
São sinais de alerta – risco de agravo e morte – dores abdominais intensas e contínuas ou dor à palpação do abdome, vômitos persistentes, sangramento de mucosa ou outra hemorragia, aumento progressivo do hematócrito, acúmulo de líquidos (ascites, derrame pleural, derrame pericárdico) e queda abrupta das plaquetas.
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