GR1D, um novo paradigma

Conheça a única empresa no mundo, do mariliense Flávio Maldonado, que facilita inovações e conecta seu negócio com o futuro

A tecnologia é capaz de realizar tarefas e criar produtos e serviços nunca antes imaginados. Há alguns anos, quem diria que empresas como Uber e Airbnb, que cresceram a partir do compartilhamento de carros e casas, seriam negócios de sucesso? Ou que os carros autônomos, que não precisam de motoristas, seriam uma ameaça às grandes montadoras? As inovações tecnológicas surgem a cada instante, sempre superando a anterior. E, como não podia deixar de ser, estão deixando suas marcas no mercado e nas empresas.
A prova está no cenário atual das maiores companhias do mundo. No final de 2018, entre as dez empresas com maior valor de mercado, seis trabalhavam essencialmente com tecnologia. Entre elas, Apple, Amazon, Microsoft e Facebook. Para se tornarem gigantes, essas organizações optaram por não seguir a forma tradicional de criar empresas. Assim, nasceram as plataformas, bases para os modelos de negócio do futuro.
Entendendo as transformações pelas quais o mercado está passando, Flávio Maldonado – mariliense com mais de 20 anos de experiência profissional na área financeira – criou o GR1D junto ao sócio Guga Stocco – responsável pelo banco digital do Banco Original. O objetivo do negócio é simples, porém ambicioso: ajudar as empresas dos mais diversos setores a se adaptarem ao novo mundo digital e a pensarem em inovação mesmo sem saber tecnologia. Para isso, o GR1D mergulha na vida e na cultura de seus clientes para entender o que precisa ser transformado para essa nova fase da organização, tanto em nível de pessoas quanto em modelo de negócio e tecnologias.
 
Bases para o futuro
O que as maiores companhias de tecnologia têm em comum? O fato de serem plataformas, bases para modelos de negócio que conectam o fornecedor ao consumidor. Enquanto empresas tradicionais fabricam seus próprios produtos para serem vendidos em lojas e revendedoras, as plataformas são apenas as intermediárias das transações. Elas não são donas ou fabricantes dos bens e serviços que estão sendo comercializados, o que se torna uma grande vantagem competitiva. Usando o exemplo do Uber, a empresa não é dona dos carros nem emprega formalmente seus motoristas. Apenas conecta quem quer ganhar dinheiro oferecendo seu tempo e seu veículo com pessoas que precisam se deslocar. A grande preocupação da empresa e onde a maior parte de seus funcionários de fato trabalha é nas melhorias da experiência de usuário – principal elemento comercial das plataformas.
O Uber precisa garantir que o motorista chegará até o seu passageiro no local marcado e o mais rapidamente possível. Já o Facebook tem a proposta de conectar pessoas e empresas de forma fácil e divertida. O Airbnb precisa oferecer a melhor experiência para os hóspedes e dar as ferramentas para os donos de imóveis anunciarem seus espaços.
Agora, junte a ausência de produtos e o aprimoramento da experiência de usuário com o efeito de rede, ou network effect. Essa tendência define que quanto mais pessoas utilizando a plataforma, maior o valor para o serviço. Por todos esses motivos, as plataformas estão definindo o mercado nos seus mais diversos setores. A pergunta que todos se fazem nessa situação é: como as empresas tradicionais, com as mesmas estruturas e modelos de negócio do século passado, vão competir com essas novas gigantes? Bem, a verdade é que elas não vão.
Basta comparar o valor de mercado entre empresas tradicionais e plataformas. Por exemplo, a rede de hotéis Hilton e o Airbnb. Enquanto a primeira, que funciona no modelo tradicional de hotelaria, é avaliada em US$ 20 bilhões, a startup que encontrou uma nova forma de alugar quartos, casas e apartamentos está valendo US$ 31 bilhões. Se comparamos a varejista Walmart e sua principal concorrente, a Amazon, vemos a mesma situação. A primeira vale US$ 271 bilhões, já a segunda, US$ 770 bilhões.
O papel do GR1D está em ajudar as organizações a abraçarem a inovação e as tecnologias que estão à disposição no mercado e a se tornarem plataformas. Pensando e operando com a mesma mentalidade do passado, elas não serão capazes de competir com as novas gigantes. Para isso, o time – formado por matemáticos, designers, desenvolvedores, cientistas de dados e especialistas em negócios – trabalha em diferentes frentes para entender quais são as necessidades de cada cliente para que essa transformação ocorra. Utilizando a metodologia de criação Shake Up, concebida pelo próprio GR1D, a equipe faz um estudo da empresa e identifica quais mudanças serão necessárias entre os funcionários, nos processos de trabalho e nas tecnologias já presentes na organização.
 
Plataforma de inovação
O GR1D foi criado em 2017, então com o nome MoneyEx – inicialmente, o objetivo era atender só empresas do setor financeiro, como bancos e fintechs. A proposta era lançar uma plataforma de APIs (Application Programming Interface ou Aplicações Programáveis de Interface), ferramentas tecnológicas que podem ser acopladas em qualquer aplicativo, programa ou software. Essas APIs ajudariam empresas a criar novos modelos de negócios, além de permitir o compartilhamento de suas próprias inovações para criar mais uma fonte de renda.
“Em vez de gastar tempo e dinheiro para construir algo que tem um grande risco de dar errado, é muito mais rápido, econômico e seguro testar e criar soluções com ferramentas já prontas”, explica Flávio. Um bom exemplo de uso das APIs é o caso dos aplicativos de transporte como o Uber, 99 e Cabify. Nenhum deles desenvolveu os mapas que servem para indicar as rotas possíveis até o destino. Eles utilizam essa tecnologia de outras empresas, como Waze e Google Maps, conectando esses serviços aos seus negócios.
A lógica de usar APIs tem tudo a ver com a dinâmica do mundo digital, no qual as inovações são diárias. Se as organizações demorarem para se adaptar, correm o risco de ficar para trás e dar chance a um concorrente de conquistar uma fatia maior do mercado. Se uma empresa quiser criar um novo negócio, terá duas opções. A primeira é que ela poderá criar suas próprias soluções. Isso levará tempo, investimento e, por não fazer parte da sua atividade principal, correrá o risco de não ficar tão bom. A segunda opção, mais rápida e financeiramente viável, é que essa empresa utilize ferramentas já prontas e já aprovadas pelo mercado. Basta encaixar uma peça de tecnologia ao negócio, como fizeram os aplicativos de transporte. Só assim será ágil o suficiente para acompanhar as transformações do mercado.  
“Com essas mudanças, criou-se especialistas em áreas que você nunca terá dentro de casa”, diz Flávio. Assim, em vez de manter todas as soluções para si, as empresas precisarão se abrir, usando tecnologias desenvolvidas por terceiros e compartilhando suas próprias descobertas.
Para dar início a essa empreitada, a organização não poderia começar como uma startup. A pouca quantidade de pessoas trabalhando no projeto e os baixos investimentos, características das empresas desse tipo, não seriam suficientes para dar conta do enorme volume de esforço que o trabalho demandaria. Os sócios buscaram parceiros interessados em impulsionar a inovação no setor. Assim, o primeiro investidor e também cliente da MoneyEx foi um family office ligado ao banco BMG. A primeira rodada de investimento resultou em R$ 30 milhões para que a empresa contratasse profissionais capacitados e experientes do mercado, além do equipamento e do novo escritório, localizado num dos importantes centros financeiros de São Paulo, a avenida Brigadeiro Faria Lima.
No entanto, depois de alguns meses de operação, percebeu-se que as financeiras não eram as únicas interessadas em se atualizar para o cenário de inovação. A urgência atravessava todo o mercado. Potenciais clientes das mais diversas áreas, como grandes varejistas, começaram a procurar a MoneyEx para fazer a transformação digital de seus negócios. Assim, o time viu a necessidade de redefinir a marca para uma que englobasse todo o mercado de inovação. Em abril de 2018, surgiu a ideia do GR1D, palavra em inglês que significa rede ou grade. Tinha tudo a ver com a ideia de APIs: vários pontos espalhados que formavam um único ecossistema e geravam inúmeras conexões. 

Junto a esse reposicionamento de marca, surgiu mais uma percepção: as empresas que desejavam inovar, não fazia ideiam de como fazê-lo. “Não bastava criar apenas um marketplace de APIs”, explica Flávio Maldonado. “Precisávamos focar na mudança de cultura das empresas”. O GR1D então começou a realizar estudos aprofundados nas empresas parceiras, entendendo quais são os problemas a serem resolvidos antes de implementar a inovação.

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