ESPECIAL PET

Como cuidar do seu pet nas diversas fases da vida
Você pretende comprar ou adotar um animalzinho? Se a opção for pela compra, certifique-se da origem desses animais, verificando se o canil tem origem idônea e se não há exploração de matrizes. É preciso avaliar se há espaço adequado para a procriação e se foram tomados os devidos cuidados durante a gestação, reduzindo assim a incidência de doenças comuns em filhotes e até mesmo complicações futuras.  
Além da avaliação da origem desse filhote, é preciso estar atento às particularidades de cada raça. Há animais de raças extremamente ativas, como o border collie, por exemplo, que tem em sua genética a disposição necessária para pastorear animais do campo. Se essa energia não for trabalhada adequadamente pelos tutores, é possível se deparar com problemas, como a destruição de móveis e roupas, por exemplo.
É preciso lembrar ainda que há muitos animais em abrigos, em situação de abandono, e que podem ter seu destino transformado com a adoção. Nem sempre é possível levantar dados da origem desse animal, mas se a opção for por um animal adulto, por exemplo, há a vantagem de já estarem socializados, muitas vezes já superaram a “fase de destruição de móveis” e já é possível conhecer seu temperamento – se é um cão mais tranquilo, ativo, companheiro, etc. Também é possível encontrar animais já castrados ou até mesmo com castração garantida pelas entidades de proteção animal.
Independente de qual for sua opção, é importante ter em mente que a expectativa de vida de um animalzinho é de, no mínimo, 10 anos. Por todo esse período, você será responsável por essa vida, garantindo a integridade de sua saúde, com vacinação, vermifugação e consultas periódicas ao médico veterinário.


 
FILHOTES
Fase de extrema importância para o desenvolvimento e futuro do seu animalzinho, a infância dos cães demanda atenção especial.  Um bom investimento na saúde nos primeiros 12 meses de vida podem garantir uma vida adulta e velhice com mais bem-estar e tranquilidade.
Ao fazer a adoção ou compra do seu animal, é importante que seja agendada a primeira consulta veterinária. Assim o profissional poderá orientar a aplicação de antipulgas e administração de vermífugo, bem como definir o calendário vacinal, visando protegê-lo de doenças como cinomose e parvovirose, mais comuns na infância. Depois dos primeiros 12 meses de vida, o reforço das doses será anual.
Se há intenção de castrar, é também na infância o melhor momento para que a cirurgia seja feita, especialmente nas fêmeas, que ficam sujeitas às complicações devido às variações hormonais da vida adulta, como surgimento de tumores de mama e piometra.
Nos machos é importante esperar até oito meses a um ano de vida, uma vez que o desenvolvimento da uretra depende da estimulação hormonal que ocorre nesse período.
 

 
Alimentação 
As melhores opções são os produtos super premium adequados para a faixa etária, geralmente comercializados exclusivamente em casas especializadas, como pet shops. As fórmulas dessas rações utilizam proteínas de alta qualidade, garantindo uma melhor nutrição do animal e, por consequência, reduz possíveis deficiências que possam aparecer durante essa fase da vida.
É importante também ter atenção à quantidade de ração oferecida para evitar problemas como obesidade. Para ofertar o volume adequado de alimento, é preciso seguir as recomendações do rótulo ou então seguir as orientações específicas do médico veterinário. É interessante dividir a quantidade padrão em até três porções diárias para os cães.
Para gatos, é importante ofertar mais vezes ao dia, já que os bichanos costumam ser bastante ativos e tem metabolismo mais rápido, não devendo passar prolongados períodos em jejum. Contudo, isso não significa comer livremente. É importante fracionar a quantidade diária recomendada ao longo do dia, de acordo com sua disponibilidade.
Uma tendência que ganha força, mas precisa ser oferecida com todo o respaldo técnico de veterinários especializados em nutrição animal, é a dieta biologicamente apropriada à espécie, que consiste na disponibilização de alimentos naturais e suplementação de nutrientes adequados, de acordo com as necessidades individuais do animal. Caso essa seja a opção dos tutores, é interessante que a alimentação natural seja introduzida na infância, especialmente para os felinos, que costumam se tornar bastante seletivos com  o passar dos anos.
Outra questão que merece destaque é a ingestão de água, pois os felinos tem o hábito de beber menos do que os cães. Dessa forma, é necessário ofertar água em diversos locais da casa. Também é recomendado testar diferentes formatos de bebedouro – alguns preferem beber em locais mais altos, mais baixos, largos ou estreitos. Tudo isso porque não gostam de sentir os bigodes raspando na água. As fontes automáticas, que proporcionam água corrente, costumam ser uma excelente opção para garantir a hidratação dos bichanos.


 
Comportamento
A infância dos animais tem diversas fases. A primeira delas, a neonatal, compreende as duas primeiras semanas de vida, com completa dependência da mãe. Os olhinhos ainda estão fechados e os mecanismos de excreção ainda dependem de estímulos da mãe.
Após esse período os filhotes ganham mais independência. O desenvolvimento dos olhos e ouvidos, bem como o controle de seu sistema excretor, contribuem para que comecem a explorar o espaço. Esse é o momento de estimular os sentidos do filhote, manipulando-os por breves períodos para não gerar estresse, mas acostuma-los ao toque humano.
A fase de socialização mais intensa ocorre entre os 20 dias e 12 semanas de idade, quando devem ser expostos à convivência com outros animais, pessoas, estímulo sonoros. Contudo, até a 8ª semana de vida é recomendado que o animal esteja em contato com a mãe e os irmãos, pois é uma fase de intensa aprendizagem de seu comportamento, evitando problemas de insegurança e ansiedade.
A partir da 12ª semana, chega a fase da juventude, na qual é importante proporcionar um ambiente rico em estímulos, com brincadeiras, brinquedos e passeios, que contribuem para a saúde do animal e também é uma forma de gastar energia, evitando problemas comportamentais, como as famosas destruições de móveis e roupas.
Se o seu pet for um gatinho, ele também pode ser acostumado a passear na coleira e ensinar desde pequeno é o que poderá ajudar a incorporar esse hábito na rotina dele. Para que ele fique seguro e tenha uma excelente expectativa de vida, é recomendado telar as possíveis saídas para a rua ou instalar mecanismos anti-fuga, evitando que o animal esteja sujeito a atropelamentos, envenenamento e brigas com outros animais, que podem transmitir doenças.
 

 
ADULTOS
Esta fase costuma compreender a idade de um a sete anos. Nesse período é indicado que o animalzinho visite o veterinário uma vez ao ano para realizar avaliações. Esse cuidado preventivo permite monitorar as mínimas alterações ao longo da vida - como doenças hipertireoidismo, diabetes, hipertensão, pancreatite, doença do trato urinário, neoplasias, entre outras. Além de manter os cuidados com alimentação e vacinação, é importante estar atento a problemas de pele e também desordens articulares, como a displasia de quadril, bastante comuns em algumas raças de cães, como o golden retriever, buldogue francês e inglês, pastor belga e alemão, entre outros. Nos gatos, devido à baixa ingestão de água, é importante estar sempre atento a doenças do trato urinário.
É preciso avaliar com o veterinário quais são as vacinas recomendadas para a sua região, uma vez que pode haver endemias. A administração dos vermífugos fica sujeita ao estilo de vida do animal: aqueles que vivem em contato direto com a terra, como animais de sítios, por exemplo, podem precisar até de quatro doses anuais. Os antipulgas e carrapatos, a depender das infestações, podem demandar aplicação mensal. Mas fique sempre atento às recomendações do fabricante, pois alguns têm duração de até três meses.
 
BANHO E TOSA
A depender da raça do cão pode haver indicação de banhos semanais para evitar os nós que surgem nos pelos, principalmente. Para minimizar a ocorrência, é recomendada a escovação diária do animal, pois além de minimizar os pelos soltos pela casa, também pode ser um momento de convivência e diversão com seu animalzinho.
Se a opção for por banhos em casa, é preciso redobrar o cuidado com os ouvidos, pois a entrada de água pode predispor ao aparecimento de otite. As tosas podem ser feitas periodicamente, especialmente a tosa higiênica, tanto em cães como gatos de pelo longo.
Para os gatos, as recomendações de banho são menos frequentes, uma vez que são animais extremamente higiênicos e conseguem manter sua higiene. A ressalva fica para sujeiras excessivas, como no retorno de um passeio após a chuva, graxa ou ainda caso tenha passado por algum local com produtos de limpeza ou outro material tóxico, que poderia trazer prejuízos à saúde caso sejam ingeridos.
Caso o animal não apresente qualquer resistência aos banhos e ao secador, também não há qualquer impedimento de fazer dessa uma atividade periódica, lembrando-se de usar sempre água morna, proteger os ouvidos e realizar uma secagem completa, especialmente nos casos de animais de pelo longo, para evitar a formação de fungos. A escovação também colabora muito para reduzir os nós e a queda de pelos pela casa, reduzindo a quantidade de pelos ingeridas pelo bichano quando ele faz sua própria higiene.


 
Alimentação
Na fase adulta devem permanecem os cuidados básicos da infância do animal. Se a opção for pela oferta de alimento industrializado, como as rações, é importante cuidar da hidratação por outras vias, tais como sachês e patês, além de bebedouros sempre com água fresca. A quantidade de ração também deve ser controlada, especialmente no caso dos cães, que costumam comer mais do que realmente precisam, aumentando o risco de desencadear problemas como obesidade e desordens metabólicas. Utilize sempre a quantidade recomendada na embalagem repartida entre as refeições do dia – sendo ao menos duas para os cães e três para os gatos.
Como petisco, evite alimentos humanos industrializados, como salgadinhos, e também os ricos em carboidratos e gorduras – como pizzas e pães. Prefira ofertar pedaços de fruta, como maça ou banana, ou outras opções com recomendação veterinária.
Caso opte pela alimentação natural, a quantidade será calculada pelo médico veterinário e também será indicada a suplementação adequada. Com todas as recomendações em mãos, a comida poderá ser feita em casa – sem temperos ou aditivos –, mas há também empresas especializadas em nutrição natural para pets. Busque orientação com o seu profissional de confiança.

 
Comportamento
Na infância é comum que os animais façam as necessidades em local errado ou provoquem a destruição de objetos. Contudo, se o mau comportamento permanece ou até mesmo surge na fase adulta é importante verificar se não há outras causas envolvidas. Os cães podem roer objetos por tédio ou ansiedade, por exemplo. Nesses casos, é importante oferecer brinquedos apropriados e também proporcionar uma rotina com mais atividade física, que podem envolver brincadeiras e passeios. Evite repreender com broncas e não recorra à violência, pois essas atitudes podem gerar mais frustração e piora do quadro.
No caso dos felinos, a micção fora do local adequado pode ser um indicativo de infecção urinária. Portanto não demore a procurar ajuda especializada.  Para reduzir as arranhaduras nos sofás e cortinas, é importante proporcionar um arranhador firme, posicionado em posição vertical, para que o gato possa afiar as unhas e se alongar ao mesmo tempo. Há opções de arranhadores de parede, que podem ser confeccionados em casa com um pedaço de carpete ou tiras de papelão.
É possível também enfrentar desordens de comportamento quando há a chegada de um novo pet na casa, ou até mesmo a chegada de um bebê, pois isso pode gerar estresse para o animal ao alterar a rotina da casa, mesmo que a residência já tenha crianças e outros animais. É necessário dar tempo ao animalzinho para que ele possa se adaptar à nova situação. Para fazer a introdução de um novo bichinho, é importante que eles possam primeiro conhecer o cheiro um do outro, para depois fazerem contato visual. Se possível, faça os primeiros contatos através de uma grade ou porta de vidro, para evitar que ambos se machuquem.
 
IDOSOS
Com a evolução da medicina veterinária a longevidade dos pets aumentou muito. Os cães tem uma expectativa de superar os 15 anos de idade. O gato, se criado sem acesso à rua, pode chegar a completar mais de 18 anos. A partir dos sete anos, já se considera o animal idoso, o que demanda alguns cuidados especiais. Confira a seguir algumas dicas de como cuidar da saúde de seu idosinho.


 
Saúde 
Na terceira fase da vida do animal, vacinas, vermifugação e uso de antipulgas continuam sendo de grande importância.
Nesse período é comum verificar um aumento na incidência de algumas doenças, tais como as cardíacas, renais, degenerativas (como a artrose), neurológicas (demência) e também neoplásicas (câncer).  É recomendado que a visita ao veterinário seja feita com maior frequência, em períodos menores do que um ano. No caso do animal com doenças já diagnosticadas, é indicado visitar ao menos uma vez a cada seis meses.
Para animais que já sofrem com problemas de locomoção, há alternativas para aumentar a qualidade de vida, tais como o uso de acupuntura e fisioterapia. A ozonioterapia tem sido considerada como alternativa bastante utilizada nesta fase da vida do animal.
Os porcelanatos lisos também podem representar um desafio para a locomoção de idosos debilitados. Uma solução possível é a utilização de tapetes de borracha, que facilitam o apoio para que consigam se levantar com mais facilidade e também fiquem mais protegidos em caso de queda. Escadas e sacadas devem ser protegidas, especialmente se o animal estiver cego ou com algum problema neurológico.
Em todas as fases da vida a brincadeira é importante. Inclusive na velhice. Quanto mais brincarem, mais estímulo o cérebro ficará ativo, evitando a progressão de doenças neurológicas. A disfunção canina cognitiva é uma doença que merece atenção nesse ponto, e pode ser percebida pelo tutor quando o cão começa a apresentar comportamentos incomuns, tais como desorientação, alterações no sono, inquietude e andar em círculos. Nesse momento é importante oferecer muita atenção, pois é comum que se sintam mais inseguros.
 
Alimentação 
Assim como nos humanos, após determinada fase da vida os animais passam a ter uma significativa perda de massa magra. Dessa forma, é importante realizar ajustes no alimento oferecido, com um bom aporte de aminoácidos, importantes para a construção e manutenção da massa muscular. Também é importante que exista fontes de boas gorduras, como ômegas 3 e 6, além do suporte oferecido pelas fibras, que tem o papel de facilitar a digestão – outro aspecto que costuma se debilitar com o passar da idade. O uso de probióticos é benéfico durante toda a vida do animal, mas pode ser ainda mais benéfico nesse período, assim como suplementos que podem ser adicionados tanto às rações como também aos alimentos naturais, caso seja essa a sua opção de refeições oferecidas.
 
Comportamento
Apesar de acharmos comum que o nível de atividade do animal caia com o passar dos anos, é fundamental estar atento a esse aspecto. As brincadeiras e a alegria devem ser constantes ao longo da vida e, quando reduzem demais, pode ser sinal de que algo não vai bem. É comum que os pets durmam mais quando são idosos, mas o animal saudável deverá ter um temperamento semelhante ao que teve durante toda a vida – se gosta de afagos, deve continuar requisitando-os. Se ficava animado para passear, deve permanecer assim. Se houver diminuição brusca no nível de atividade e principalmente alterações de apetite, esse é o momento de procurar ajuda especializada.
A chegada de um novo animal ou membro da família podem gerar alterações no animal, exigindo bastante paciência, compreensão e afeto dos tutores. Se o novo animal for um filhote, as brincadeiras poderão irritar o mais velho, por isso é interessante que tenham espaços separados para passar grande parte do dia caso exista incômodo aparente – já que o mais velho precisa descansar e o mais novo, brincar.
Mudanças de casa ou mesmo no lugar da mobília também podem causar estresse em cães e gatos em idade avançada, por isso tenha muito cuidado nessa fase, sempre tentando realizar as alterações de forma gradativa, evitando picos de estresse que poderão colaborar para uma queda da imunidade e até mesmo a manifestação de doenças.

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