Acim participa de encontro de planejamento para retomada de ferrovia

Vice-presidente defende retorno de transporte para viabilizar melhor escoamento da produção da região
O vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Marília, Manuel Batista de Oliveira, representou a entidade em encontro realizado nas dependências do Univem, no qual trataram-se de detalhes sobre a retomada da ferrovia na região.
O tema central foi debatido pelos deputados Reinaldo Alguz (estadual) e Enrico Misasi (federal), que estão se encontrando com autoridades da região para explicar como será o processo de reativação das linhas férreas no trecho entre Panorama e Bauru, passando pela cidade de Marília, até o porto de Santos. 
“Foi um encontro esclarecedor, afinal, a ferrovia é um meio de transporte útil, prático e funcional, que muito ajudaria no processo de desenvolvimento de nossa região”, disse o dirigente mariliense. “Sempre considerei a ferrovia como a forma mais viável de escoamento da produção”, defendeu o vice-presidente.

O vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Marília, Manuel Batista de Oliveira (de mãos entrelaçadas) acompanha encontro
 
LOGÍSTICA
Durante pouco mais de uma hora o encontro esclareceu que a Rumo, responsável pela malha paulista, fez estudos sócio econômicos no centro-oeste paulista e pretende criar centro de distribuições baseada na malha rodoviária, fluvial e ferrovia. 
“Será encontrado um local onde haverá a concentração de carga e a partir daí, o acesso ao porto de Santos principalmente”, disse o vice-presidente que acredita no início das atividades a partir de 2024. “A concessão será até 2058 com investimento de R$ 5,8 bilhões”, falou Manoel Batista de Oliveira.
“Nossa região tem um potencial muito grande e a cidade de Marília por ser entroncamento de rodovias estadual e federal leva vantagem entre outras”, disse o dirigente mariliense. “Ainda veremos uma ferrovia forte e atuante novamente”, ressaltou.
 
GARGALOS
Alguns problemas para a retomada foram apresentados e que as cidades terão que assumir. “Primeiro a questão urbana, com os conflitos familiares e depois a dos entornos”, apontou o vice-presidente da associação comercial. Ele disse ter ficado preocupado com o fato de que em algumas cidades houve a invasão urbana por parte de algumas famílias em que a passagem do trem passou a ser perigosa, além da retirada de alguns trilhos. “Isso pode ameaçar o cronograma e criar conflitos sociais enormes”, prevê o dirigente de Marília “A retirada dos trens nos centros urbanos é outra questão, e neste sentido, Marília passa a ter um problema grave”, apontou. “Haveria a necessidade do rebaixamento, semelhante ao que foi feito na cidade de Maringá”, sugeriu. “Isso exigirá investimento e tempo para ser feito”, falou, sem mencionar as questões de bitolas, batentes, trilhos, vagões e locomotivas diferenciadas.

Os deputados Reinaldo Alguz (estadual) e Enrico Misasi (federal) conduziram encontro realizado no Univem
 
BENEFÍCIOS
Para Manuel Batista de Oliveira qualquer que seja o caminho a ser adotado para a retomada da ferrovia no centro-oeste paulista, isso será benéfico em todos os sentidos para as cidades envolvidas em razão da queda do frete, da conservação das rodovias e principalmente a segurança para todos. 
“O transporte por ferrovia otimiza a logística em todos os sentidos e um País continental como o nosso deveria ser o principal meio de transporte”, falou. Ele evitou discutir a questão da utilização da ferrovia para turismo e transporte de pessoas. “Se para a economia é mais do que benéfico, imagine para outros setores”, afirmou, ao defender a volta do trem.  
 
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