A escola do século 21

A potencialização do ser humano e não do acúmulo de conhecimento no Esmeraldas
Responda-me uma coisa: você se sentiria tranquilo em fazer um tratamento dentário com um dentista que utiliza somente técnicas de 40 anos atrás? A educação básica existe para preparar pessoas para a vida e, atualmente, ela prepara para uma vida que não existe mais. É como querer instalar um aplicativo moderno em um celular velhinho. Ele trava. Anna Penido, diretora do Instituto Inspirare, ressalta que a única coisa do século 20 que tem na escola, hoje, são os próprios alunos.
Nesse ambiente tão incerto da atualidade, o desenvolvimento do intelecto e o acúmulo de conhecimento vão perdendo a relevância, já que essas áreas são cada vez mais dominadas pelas máquinas. Para poder encarar os desafios e se adaptar às mudanças, cabe a nós potencializar o que há de mais humano: criatividade, autoconhecimento, autonomia, pensamento crítico, capacidade de resolver problemas, de ter iniciativa, flexibilidade, empatia, entre outras coisas mais.
“Seguimos atados a conteúdos históricos e outros pré-históricos”, diz Antoni Zabala. Apesar dessas constatações, muitas instituições hoje mais se assemelham a uma linha de montagem de estudantes para obterem boas notas no boletim ou em exames de ingresso nas faculdades. Sendo assim, sobra pouco espaço, ou nenhum, para se desenvolver essas competências que já são necessárias e fazem uma diferença positiva na vida das pessoas.
Como instituição que procura educar as crianças de qualquer geração, miramos o mundo que elas viverão quando forem jovens e adultos produtivos.
Trabalhamos com projetos multidisciplinares, onde não somente o professor fala, mas os alunos têm a possibilidade de descoberta e voz. Para se chegar a um novo modelo de ensino é preciso desconstruir para construir. Salas Ambientes, projetos inter e multidisciplinares, atividades extraclasse, educação tecnológica, financeira e inteligência emocional, também são conteúdos.
Não podemos ficar parados no tempo. Os níveis de angústia, ansiedade e infelicidade entre os estudantes estão levando as famílias a refletir o que realmente desejam.
Trabalhamos empatia, criatividade, cultura digital, financeira, competências mundiais, onde a dinâmica das aulas leva o aluno a desenvolver dentro de sua individualidade, produzindo mais engajamento e aprendizagem. Nessa nova escola buscamos trabalhar capacidades, qualidades naturais em cidadãos afinados com os desafios do terceiro milênio. “Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas”, diz Rubem Alves.




Andrea Mendonça Coutinho Macchia é diretora do Colégio Esmeraldas

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